Dois casos de hantavírus foram confirmados no Paraná nesta sexta-feira (8), segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. No estado, 21 notificações foram descartadas, e outras 11 seguem em investigação.
A confirmação ocorre enquanto autoridades de saúde acompanham registros da doença em passageiros de um navio de cruzeiro que circulou pela América do Sul no início de maio. A Organização Mundial da Saúde monitora os casos e os desdobramentos clínicos.
No Brasil, o Ministério da Saúde informou que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo. Segundo a pasta, o surto relacionado ao navio está sob investigação e, até o momento, não há impacto direto para o país.
A hantavirose é uma zoonose viral aguda. No Brasil, a infecção em humanos se manifesta principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que compromete o sistema respiratório e o coração.
O vírus pertence à família Hantaviridae e ao gênero Orthohantavirus. Seus reservatórios naturais são roedores silvestres, que eliminam o vírus pela urina, fezes e saliva, podendo permanecer infectados por toda a vida sem apresentar sintomas.
De acordo com o Ministério da Saúde, nas Américas, a doença pode variar desde quadros febris inespecíficos até formas graves, com comprometimento pulmonar e cardiovascular.
Na fase inicial, os principais sintomas são:
- febre
- dor de cabeça
- dores nas articulações e na região lombar
- dor abdominal
- sintomas gastrointestinais
Na fase cardiopulmonar, ou seja, quando a doença passa a comprometer a respiração e a circulação, podem surgir:
pressão baixa
dificuldade para respirar
respiração acelerada
tosse seca
aceleração dos batimentos cardíacos
O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, principalmente por sorologia, realizados em laboratórios de referência da rede pública. O Ministério da Saúde fornece os kits necessários para confirmação ou descarte dos casos.
Não existe tratamento específico para a infecção por hantavírus. O atendimento é baseado em medidas de suporte, conforme a evolução do quadro clínico.
A doença é de notificação compulsória imediata e deve ser comunicada às autoridades em até 24 horas.
Vale ressaltar que a prevenção se baseia em evitar o contato com roedores silvestres e suas excretas. As principais medidas incluem manter terrenos limpos, armazenar alimentos em recipientes fechados, descartar corretamente o lixo e reduzir locais que possam servir de abrigo para roedores.
