Paraná confirma dois casos de hantavírus e monitora novas suspeitas

Pacientes são de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa; Secretaria da Saúde reforça que doença segue sob controle no estado

Carlos Moraes
Foto: Adobe Stock

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou dois casos de hantavírus no estado. Os pacientes são moradores de Pérola d’Oeste, no Sudoeste paranaense, e de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Outros 11 casos seguem em investigação e 21 já foram descartados pelas autoridades de saúde.

O caso de Pérola d’Oeste envolve um homem de 34 anos e foi confirmado em abril. Já em Ponta Grossa, a paciente é uma mulher de 28 anos, diagnosticada em fevereiro.

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Segundo a Sesa, a doença está sob controle no Paraná e os casos identificados pertencem à cepa silvestre do vírus, transmitida por animais silvestres, principalmente roedores. O estado afirma que não há registro da circulação do vírus Andes, variante capaz de transmissão entre pessoas e relacionada aos casos recentes divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O alerta sobre o hantavírus ganhou repercussão internacional após mortes registradas em um cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Pelo menos três pessoas morreram durante a viagem em decorrência da doença.

Apesar disso, as autoridades paranaenses reforçam que os casos confirmados no estado não possuem relação com os registros internacionais.

O hantavírus é uma zoonose viral transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Ambientes fechados e pouco ventilados, como galpões, paióis e silos, aumentam o risco de contaminação.

Em Pérola d’Oeste, cidade próxima da fronteira com a Argentina, há preocupação devido ao aumento expressivo de casos no país vizinho. Segundo o Ministério da Saúde argentino, foram registradas 101 infecções desde junho de 2025.

Na fase inicial, os sintomas podem se confundir com os de uma gripe forte, incluindo febre, dores no corpo, dor de cabeça, mal-estar e sintomas gastrointestinais. Em casos mais graves, a doença pode provocar falta de ar, tosse seca, queda de pressão e insuficiência respiratória.

A infectologista Gabriela Gehring explica que nem todos os pacientes desenvolvem formas graves da doença, mas reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico.

Atualmente, não existe tratamento específico contra o hantavírus. O atendimento é baseado em suporte hospitalar e monitoramento clínico.

Para prevenir a doença, a Secretaria da Saúde orienta a população a manter terrenos limpos, evitar acúmulo de entulho, armazenar alimentos corretamente e utilizar equipamentos de proteção durante limpezas em locais fechados e com poeira. A recomendação também é evitar varrer ambientes contaminados, priorizando a limpeza úmida para impedir que partículas infectadas se espalhem pelo ar.

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