Polícia Federal mira postos e distribuidoras por aumentos abusivos no Paraná e 10 estados

Carlos Moraes
Foto: Polícia Federal - Divulgação

Na manhã desta sexta-feira (27), a Polícia Federal deflagrou uma operação para verificar reajustes abusivos em indevidos nos preços dos postos e distribuidoras de combustível. Em meio à guerra no Oriente Médio, distribuidoras e postos de combustíveis aumentaram em até 70% as margens de lucro, segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps).

A operação é realizada em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As ações de fiscalização ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás e no Distrito Federal.

De acordo com a Polícia Federal, a força-tarefa batizada de “Vem Diesel” pretende identificar práticas irregulares de aumento de preços nas bombas, fixação de valores entre empresas concorrentes na tentativa de controlar o mercado, e outras eventuais condutas abusivas que possam causar prejuízo ao consumidor.

De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), um preço é considerado abusivo quando há elevação sem justa causa. O aumento deve ser avaliado com base no equilíbrio e na boa-fé nas relações de consumo.

Regras observadas como parâmetros para identificar preços abusivos:

Aumento sem justificativa técnica: reajustes aplicados sem que tenha havido um aumento real nos custos da cadeia produtiva;

Contexto de emergência ou calamidade: aumentos drásticos em situações de necessidade (ex: pandemia, desastres naturais) para lucrar sobre a urgência do consumidor;

Uso de métodos indevidos: cobrança de preços que viola o equilíbrio contratual;

A livre concorrência é fundamental para garantir que os benefícios de eventuais reduções de custos nas refinarias ou distribuidoras sejam efetivamente repassados ao consumidor final, evitando aumentos abusivos e margens de lucro desleais.

Agentes federais apontam que irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização serão encaminhadas à PF para a devida investigação e responsabilização dos envolvidos.

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