Nos meses de janeiro e fevereiro, a Sanepar coletou e tratou 80,6 bilhões de litros de esgoto nas cidades onde administra o sistema de saneamento. Esse volume é equivalente a 32.240 piscinas olímpicas, impedindo que resíduos prejudiciais fossem lançados na natureza.
O total representa um crescimento de 2,6% em relação ao mesmo período de 2025, resultado da expansão da rede, que conectou 100,8 mil novas unidades de consumo. Além de proteger o meio ambiente, o tratamento contribui para a saúde pública, reduzindo doenças causadas pelo contato com água contaminada e beneficiando a educação e a economia local.
Segundo a Sanepar, 82,4% do esgoto urbano nos 219 municípios atendidos é coletado e 100% tratado, enquanto a média nacional de coleta é de apenas 55,2%, com 51,8% de tratamento. O tratamento adequado gera dois produtos: lodo, que pode virar adubo ou gerar biodiesel, e água limpa, devolvida aos rios com baixos índices de poluição medidos em DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio).
O diretor-presidente da companhia, Wilson Bley, reforça que os investimentos em expansão e modernização continuarão. Até 2030, estão previstos R$ 6,75 bilhões para ampliar o saneamento, com a meta de atingir 90% da população urbana atendida antes de 2033, conforme o Marco Regulatório do Saneamento Básico.
Algumas estações da Sanepar, como Atuba Sul e Belém (Curitiba), Alvorada (Maringá) e a Estação Norte (Cascavel), registram índices de DBO muito abaixo do limite legal, garantindo a devolução de água extremamente limpa aos rios.
