Suspenso temporariamente a comercialização de ostras em Guaratuba

Bia Borges
foto: Redes Sociais

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) anunciou, na segunda-feira, 31, a interdição temporária da retirada de moluscos bivalves, como ostras, mexilhões e berbigões, em áreas de cultivo e extrativistas no município de Guaratuba. A medida foi adotada após exames laboratoriais detectarem a presença da ficotoxina ácido ocadáico acima do limite permitido pela legislação federal.

A interdição será mantida até que dois testes laboratoriais consecutivos apresentem resultados dentro do limite permitido. Para monitorar a evolução do quadro, novas coletas estão programadas para ainda esta semana. Caso os resultados indiquem níveis seguros da ficotoxina, a liberação do cultivo será reavaliada.

O Departamento de Saúde Animal (DESA) da Adapar, informou que a área de produção de ostras historicamente mantém excelentes padrões sanitários, e o episódio atual é considerado pontual.

A substância, chamada ficotoxina ácido ocadáico, é produzida por microalgas marinhas que servem de alimento para os moluscos. Ainda que ela não cause mal às ostras e mexilhões, elas podem provocar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia nas pessoas que consomem. O monitoramento é feito a cada três dias. Nesse caso, a Adapar orienta aos consumidores que procurem atendimento na unidade de saúde mais próxima e realizem a notificação à Vigilância Epidemiológica ou à Vigilância Sanitária municipal.

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