Preço do gás de cozinha deve subir em todo o Brasil

Reajuste pode chegar a R$ 34 nos botijões maiores, pressionado pela alta do diesel

Carlos Moraes
Foto: Arquivo/Litorânea

O preço do gás de cozinha deve subir nas revendas em todo o Brasil nos próximos dias. A informação foi confirmada pela Associação Brasileira das Entidades Representativas das Revendas de Gás LP, que aponta aumento nos principais tipos de botijões comercializados.

Segundo a entidade, o botijão de 13 quilos, o mais utilizado pelas famílias brasileiras, deve ter aumento médio de cerca de R$ 10. Já o modelo de 20 quilos pode subir aproximadamente R$ 15. O maior impacto será no botijão de 45 quilos, usado principalmente por comércios e condomínios, com reajuste estimado em até R$ 34.

O aumento está diretamente ligado à elevação dos custos operacionais das revendas, principalmente no transporte e na logística do gás liquefeito de petróleo (GLP).

De acordo com a Abragás, a alta recente no preço do óleo diesel é um dos principais fatores que pressionam o valor final do produto. Como o combustível é essencial para a distribuição do gás, qualquer reajuste impacta diretamente toda a cadeia.

Além disso, o diesel tem sido influenciado pela valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões e conflitos no Oriente Médio.

A entidade também destaca que os preços do gás são livres no país, ou seja, variam conforme os custos enfrentados por cada revenda em diferentes regiões, o que pode resultar em valores distintos para o consumidor final.

O cenário também levanta preocupações sobre o funcionamento do programa Gás do Povo, que oferece recarga gratuita do botijão de 13 quilos para famílias de baixa renda em revendas credenciadas.

Segundo a Abragás, os valores de reembolso pagos pelo governo às empresas têm sido considerados baixos, o que pode levar revendedores a deixarem o programa após o período mínimo de permanência. Caso isso ocorra em larga escala, há risco de redução na oferta do benefício à população.

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