A obra de alargamento da praia de Itapoá, no Norte catarinense, avançou rapidamente e já está 58,8% concluída, com previsão de finalização antes do prazo inicialmente estimado, que era o segundo semestre de 2026. O CEO do porto, Ricardo Arten, afirma que os trabalhos podem ser concluídos até o final de março, permitindo que navios gigantes de 366 metros atraquem na região.
O projeto é resultado da dragagem de aprofundamento da Baía da Babitonga, promovida pelos portos de Itapoá e São Francisco do Sul. O investimento total é de R$ 333 milhões, sendo R$ 300 milhões antecipados pelo Porto de Itapoá e o restante pelo Porto de São Francisco do Sul. Paralelamente, a obra prevê o alargamento de 8 km da orla, utilizando metade dos 12,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos retirados do fundo do mar.
Para Arten, a finalização do alargamento vai aumentar significativamente a produtividade do porto. “Esses navios maiores movimentam mais contêineres e dobram a oferta do nosso terminal. Esperamos um aumento de 40% no volume de carga”, explica.
O crescimento da operação também deve gerar mais empregos, já que cada portêiner, equipamento utilizado para transferir contêineres do navio para o cais, demanda cerca de 250 operadores, além de motoristas de terminal tractor e operadores de empilhadeiras.
Recentemente, o terminal recebeu o oitavo portêiner, aumentando em 20% a capacidade do cais. Além do impacto logístico, Arten destaca que o alargamento da praia trará benefícios sociais e de lazer à população. “As pessoas já estão aproveitando a praia, jogando futebol, vôlei e brincando com as crianças. É uma interação positiva entre porto e cidade”, comenta.
A obra é realizada com a draga da empresa Jan De Nul, que mede 166 metros de comprimento e possui capacidade para 18 mil metros cúbicos. A dragagem combina sucção e arrasto, bombeando os sedimentos diretamente para a praia, garantindo o engordamento da orla e a modernização do porto.
