Polícia Civil mira grupo suspeito de roubos de cargas e cumpre mandados na Grande Curitiba

Segunda fase da operação investiga organização criminosa ligada a assaltos em rodovias da Região Metropolitana; advogado e loja de armas estão entre os alvos

Carlos Moraes
Foto: PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu nesta segunda-feira (18) cinco ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado por roubos de cargas em rodovias da Região Metropolitana de Curitiba. A ação faz parte da segunda fase da operação, que já havia resultado em sete prisões no mês de março.

Os mandados de busca e apreensão foram executados em Curitiba e Piraquara, na Região Metropolitana. A ofensiva é resultado do avanço das investigações e da análise de inteligência feita após a primeira etapa da operação.

Entre os alvos estão um advogado e uma loja de armas de fogo suspeita de fornecer armamentos utilizados nas ações criminosas. Segundo a PCPR, o advogado teria atuado para dificultar o andamento das investigações e a coleta de provas, além de receber produtos provenientes dos roubos.

As investigações apontam que o grupo participou de pelo menos sete roubos de cargas registrados entre setembro do ano passado e janeiro deste ano. Em uma das ações, ao menos 11 pessoas participaram do crime, dividindo funções durante a abordagem aos caminhoneiros e o transbordo das mercadorias.

De acordo com o delegado André Feltes, os criminosos agiam principalmente em trechos de subida das rodovias, onde os caminhões reduziam a velocidade. Nesses pontos, o grupo utilizava dois ou três veículos para bloquear a pista e obrigar os motoristas a parar. Em alguns casos, houve disparos de arma de fogo para interromper a condução dos veículos.

Após as abordagens, os caminhoneiros eram colocados em carros e levados para uma área de chácaras no bairro Tatuquara, em Curitiba. Enquanto isso, parte do grupo levava os caminhões para locais em Fazenda Rio Grande ou São José dos Pinhais, onde acontecia o transbordo das cargas.

As mercadorias roubadas incluíam ração, papelão, bobinas e chapas de aço. O prejuízo estimado causado pelos crimes é de aproximadamente R$ 2 milhões.

A primeira fase da operação contou com apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Guarda Municipal de Campo Largo.

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