A partir deste sábado (1º), entra em vigor o período de defeso da Piracema, que proíbe a pesca de espécies nativas em toda a bacia hidrográfica do Rio Paraná. A medida, válida até 28 de fevereiro de 2026, visa proteger o ciclo reprodutivo dos peixes e assegurar o equilíbrio ecológico dos rios. A fiscalização será conduzida pelo Instituto Água e Terra (IAT), com apoio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA).
Durante o último defeso, entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025, as equipes de fiscalização aplicaram 40 autos de infração ambiental, resultando em multas de aproximadamente R$ 127 mil. Também foram apreendidos 44 quilos de pescado, além de diversos equipamentos utilizados de forma irregular, como redes, molinetes e anzóis.
A proibição segue normas federais e estaduais que regulamentam a pesca desde 2009, abrangendo rios, afluentes, lagoas e reservatórios que compõem a bacia do Rio Paraná. Entre as espécies protegidas estão o dourado, jaú, pintado, bagre, lambari, mandi e piracanjuva. Já os peixes exóticos, como tilápia, tucunaré, carpa e bagre-africano, não entram nas restrições, com exceção do piauçu, cuja captura também é proibida durante todo o período.
As penalidades para quem desrespeitar as regras incluem multas que podem ultrapassar R$ 1.200 por pescador, além de cobranças por quilo de peixe apreendido e pelo uso de apetrechos ilegais. Em casos mais graves, os responsáveis podem ser encaminhados ao Ministério Público.
O IAT reforça que denúncias sobre pesca irregular podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181. Além de proteger a fauna aquática, o período de defeso busca promover a conscientização ambiental entre pescadores e turistas que frequentam as regiões ribeirinhas.
