A internação involuntária de dependentes químicos em situação de rua conta com forte aprovação da população de Curitiba. É o que revela um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta terça-feira (27), que indica que 86% dos curitibanos são favoráveis à medida como forma de proteção à vida em casos considerados graves.
O tema ganhou destaque após a publicação de uma portaria, em vigor desde dezembro, que define critérios para a internação involuntária em situações extremas, sempre mediante avaliação e indicação de um médico psiquiatra da rede municipal de saúde. A norma prevê a intervenção do poder público quando há risco à integridade da própria pessoa ou de terceiros.
De acordo com a pesquisa, além dos 86% que se posicionaram a favor, 3,1% afirmaram que a decisão depende da situação. Outros 8,4% se declararam contrários à internação involuntária, enquanto 2,5% disseram não saber ou preferiram não opinar.
Os resultados indicam que a maioria da população vê a medida como uma alternativa necessária diante do agravamento da dependência química e da vulnerabilidade social, especialmente em casos em que o indivíduo não tem condições de decidir por conta própria sobre o tratamento.
Confira todos os dados da pesquisa clicando neste link: Instituto Paraná Pesquisas.
