Paraná decreta emergência hídrica após estiagem prolongada

Uso de água tratada para atividades não essenciais é proibido por seis meses em todo o estado

Carlos Moraes
Foto: Reprodução

O estado do Paraná enfrenta mais uma crise hídrica. Na sexta-feira (1º), o governo estadual decretou situação de emergência devido à estiagem prolongada, que vem afetando os níveis dos rios e comprometendo o abastecimento de água.

A medida, válida por seis meses, proíbe o uso de água tratada para atividades consideradas não essenciais. Entre elas estão a lavagem de calçadas, pátios e veículos, a irrigação de jardins e gramados, além do enchimento de piscinas e outras práticas recreativas de alto consumo.

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e demais concessionárias já estão autorizadas a adotar ações complementares para garantir o abastecimento, como rodízios no fornecimento, monitoramento intensificado e campanhas de conscientização para redução do consumo.

Os níveis dos reservatórios já apresentam sinais de alerta. No dia 1º de maio, o Reservatório Iraí estava com 63% da capacidade, o Passaúna com 74,8%, o Piraquara I com 88,1% e o Piraquara II com 71,9%. O sistema integrado de abastecimento de Curitiba operava com 74,3%.

Além disso, 69% dos 291 pontos de captação do estado operam fora da normalidade: 52,58% em condição de “rio baixo” e 16,49% em situação de estiagem.

A previsão do tempo para maio agrava o cenário, indicando pouca chuva e temperaturas acima da média, o que pode intensificar ainda mais a crise nos próximos meses.

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