O estado do Paraná enfrenta mais uma crise hídrica. Na sexta-feira (1º), o governo estadual decretou situação de emergência devido à estiagem prolongada, que vem afetando os níveis dos rios e comprometendo o abastecimento de água.
A medida, válida por seis meses, proíbe o uso de água tratada para atividades consideradas não essenciais. Entre elas estão a lavagem de calçadas, pátios e veículos, a irrigação de jardins e gramados, além do enchimento de piscinas e outras práticas recreativas de alto consumo.
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e demais concessionárias já estão autorizadas a adotar ações complementares para garantir o abastecimento, como rodízios no fornecimento, monitoramento intensificado e campanhas de conscientização para redução do consumo.
Os níveis dos reservatórios já apresentam sinais de alerta. No dia 1º de maio, o Reservatório Iraí estava com 63% da capacidade, o Passaúna com 74,8%, o Piraquara I com 88,1% e o Piraquara II com 71,9%. O sistema integrado de abastecimento de Curitiba operava com 74,3%.
Além disso, 69% dos 291 pontos de captação do estado operam fora da normalidade: 52,58% em condição de “rio baixo” e 16,49% em situação de estiagem.
A previsão do tempo para maio agrava o cenário, indicando pouca chuva e temperaturas acima da média, o que pode intensificar ainda mais a crise nos próximos meses.
