Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2)

Reajuste de 6,79% beneficia trabalhadores, aposentados e pensionistas e impacta benefícios previdenciários e a economia

Redação Litorânea
Foto: EBC - Agência Brasil

Os trabalhadores brasileiros começam a receber, a partir desta segunda-feira (2), o novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621 após um reajuste de 6,79%. O aumento representa um acréscimo de R$ 103 em relação ao valor anterior e já aparece no contracheque referente ao mês de janeiro, beneficiando milhões de empregados formais, além de aposentados e pensionistas em todo o país.

O novo valor foi oficializado por meio do Decreto nº 12.797/2025 e segue a política de valorização do salário mínimo adotada pelo governo federal, que considera a inflação medida pelo INPC (4,18%) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 3,4%. O cálculo, no entanto, respeitou o arcabouço fiscal, que limita o ganho real a 2,5% acima da inflação, resultando no reajuste total de 6,79%.

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber os valores atualizados no último dia 26. O calendário de pagamentos segue até esta sexta-feira (6), conforme o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador.

Com o novo piso, o salário mínimo passa a valer R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste impacta diretamente cerca de 61,9 milhões de brasileiros.

O aumento tem reflexos significativos na economia e nas contas públicas. A estimativa do governo é de um impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, considerando também medidas como a isenção do Imposto de Renda. Por outro lado, o custo adicional para a Previdência Social deve chegar a R$ 39,1 bilhões.

Além de afetar trabalhadores que recebem o piso nacional, o salário mínimo serve como referência para diversos benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e salário-família. Os benefícios do INSS pagos no piso tiveram reajuste integral de 6,79%, enquanto os valores acima do mínimo foram corrigidos em 3,90%, conforme o INPC. O teto previdenciário passa a ser de R$ 8.475,55.

As contribuições ao INSS também foram atualizadas, assim como os valores pagos por autônomos, contribuintes facultativos e microempreendedores individuais (MEI). O seguro-desemprego teve reajuste de 3,90%, com parcela mínima fixada em R$ 1.621 e máxima de R$ 2.518,65. Já o salário-família passa a ser de R$ 67,54 por dependente, destinado a trabalhadores com renda mensal de até R$ 1.980,38.

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