Veranistas que aproveitavam o domingo de sol no Balneário Coroados, em Guaratuba, foram surpreendidos por uma grande quantidade de peixes mortos espalhados pela faixa de areia. O fenômeno foi registrado na tarde de domingo (28) e causou preocupação entre moradores e turistas que estavam no local.
De acordo com relatos, os peixes chegaram à beira da praia já sem vida, formando diversos pontos de acúmulo ao longo da orla. A cena incomum chamou a atenção de quem passava pela região e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais. Em meio à situação, crianças chegaram a brincar de “pescar à unha”, enquanto alguns veranistas retiraram os animais da água e os empilharam na areia.
Diante do cenário, a principal pergunta levantada por quem estava no local foi: o que está acontecendo? Especialistas apontam que episódios como esse não são raros no litoral e podem ter diferentes causas, muitas delas naturais.
Entre as principais explicações está o baixo nível de oxigênio na água, conhecido como hipóxia. Ondas de calor, comuns nesta época do ano, aumentam a temperatura do mar e reduzem a quantidade de oxigênio disponível, o que pode levar à morte de peixes mais sensíveis, que acabam sendo trazidos pela maré até a praia.
Outra possibilidade é a ocorrência de ressaca ou mudanças bruscas nas correntes marítimas. Ventos fortes e alterações no comportamento do mar podem transportar para a faixa de areia peixes que já estavam debilitados ou mortos em alto-mar.
Também é considerada a floração de algas, fenômeno conhecido como maré vermelha. A proliferação excessiva de algas microscópicas pode liberar toxinas ou consumir o oxigênio da água, causando a morte de peixes.
Nem sempre esse processo deixa a água com coloração avermelhada, o que dificulta a identificação visual. O choque térmico, provocado pelo encontro de massas de água fria e quente, especialmente em áreas rasas próximas à costa, é outro fator que pode gerar estresse e mortalidade dos animais.
De modo geral, não há risco imediato para banhistas, desde que se evite o contato direto com os peixes mortos. Autoridades ambientais orientam que os animais não sejam manuseados nem consumidos, já que não é possível identificar a causa da morte apenas pela aparência.
Caso a mortandade persista ou aumente, órgãos ambientais e sanitários podem ser acionados para a coleta de amostras e análise da água, a fim de descartar hipóteses de contaminação ou poluição. O episódio reforça a importância do monitoramento ambiental no litoral, especialmente durante períodos de calor intenso e grande movimentação de veranistas.
