Ministério Público define depoimento de Itamar Júnior como “confissão de escárnio”

Redação Litorânea
Foto: Redes Sociais

O depoimento do ex vereador e 1º secretário da Câmara de Guaratuba, Itamar Cidral da Silveira Júnior, foi um dos pontos de destaque do Ministério Público na investigação sobre o concurso público da Casa.

Segundo o promotor, as próprias falas do então vereador mostraram situações, que evidenciam falhas na condução do processo, possível conflito de interesses e descumprimento de regras internas.

Em depoimento, o atual Secretário de Habitação, Itamar afirmou:

“(…) que o cargo que prestou concurso
na Câmara foi de Analista de RH (…) que conversava com seu
assessor ANTÔNIO sobre o concurso, trocando ideias sobre o que
estudar (…) que se afastou das votações e do trabalho geral por
15 dias para cuidar da saúde, não participando dessas votações
para não ter interesse em vaga e manter a isonomia do processo;
que não assinou o projeto de lei e preferiu não estar presente em
algo que pudesse supostamente beneficiá-lo (…) que
não achou estranho que parentes, assessores ou vereadores se
inscrevessem no concurso sem pedir afastamento…”

O parecer do Ministério Público em análise do processo conclui que o depoimento de Itamar é “sem meias palavras a confissão do escárnio”, e que o ex vereador trouxe provas contra si mesmo.

Outro ponto ressaltado pela acusação é o afastamento do então vereadorpor 15 dias, justamente no período em que estava em discussão o Projeto de Lei nº 842/2024, que aumentava o número de vagas no concurso.
Segundo o promotor, essa situação evidencia que havia interesse direto envolvido, já que o vereador também participava do certame.

O Ministério Público também ressalta que o próprio vereador confirmou que estudava e trocava informações sobre o concurso com seu assessor direto, que também participou da seleção.

Além disso, chama atenção o fato de Itamar ter declarado que não viu problema na participação de parentes, assessores e vereadores no concurso, mesmo sem afastamento das funções.

Para o Ministério Público, todos esses pontos reforçam indícios de irregularidades e possível quebra dos princípios de imparcialidade e igualdade no processo.

Diante disso, o órgão pede a anulação do concurso e a responsabilização dos envolvidos. O caso segue sendo analisado pela Justiça.

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