Na última sexta-feira, 24 de fevereiro, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome informou que mais de 1,5 milhão de beneficiários que recebem o Bolsa Família irregularmente serão excluídos do programa social no mês de março.
Segundo o Ministério, os beneficiários que deixarão de receber o Bolsa Família têm renda acima do limite legal para o programa; com essa exclusão destes cadastros do banco de dados, mais 700 mil famílias com direito ao benefício serão incluídas no programa.
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Outra ferramenta para reduzir os pagamentos indevidos de benefícios são os pedidos voluntários de exclusão do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal; conforme informações, até ontem cerca de 2.265 pessoas com cadastro unipessoal pediram o descadastramento.
Até o fim deste ano, o governo revisará o cadastro de 5 milhões de famílias que se declaram unipessoais e recebem o Bolsa Família; de março a dezembro, as pessoas serão chamadas para a revisão, sem necessidade de irem às unidades de atendimento da assistência social.
Ainda conforme as informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o governo também fará uma campanha de utilidade pública para esclarecer a população sobre as regras e os critérios de acesso aos programas e às políticas sociais.
Com a retirada de parte dos beneficiários irregulares, o governo deve começar a pagar em março o adicional de R$ 150 do Bolsa Família para as famílias com crianças de até 6 anos; a Emenda Constitucional da Transição, aprovada no fim do ano passado, assegurou recursos para o benefício complementar.


