Iniciação às sapatilha de ponta anima turma de 2025 da Escola de Dança Teatro Guaíra

Bia Borges
Foto: Stephanie D'Ornelas

A sapatilha de ponta é um dos maiores símbolos do balé clássico, permitindo que as bailarinas dancem na ponta dos pés e realizem movimentos técnicos que não seriam possíveis com sapatilhas de meia-ponta. No entanto, seu uso exige força, técnica e um preparo rigoroso — as primeiras aulas de ponta representam um momento marcante na trajetória de qualquer bailarina. Na Escola de Dança Teatro Guaíra (EDTG), essa transição é cuidadosamente orientada.

Nesta semana, as alunas do Nível de Formação 2, que têm entre 10 e 13 anos, tiveram a primeira aula teórica sobre sapatilha de ponta, em que aprenderam os cuidados necessários com a sapatilha, com as ponteiras de proteção e com os próprios pés. Também aprenderam a costurá-las, para que fiquem bem ajustadas. Só depois dessa etapa foram orientadas como subir e descer nas pontas e a desenvolver os elementos técnicos do balé.

“A transição para as pontas desperta muita expectativa tanto nas alunas quanto em seus familiares”, explica Larissa Pansera, diretora da EDTG. “Por isso, já na primeira reunião do ano, orientamos os responsáveis a não comprarem a sapatilha antes da hora. Esse é um material caro e que precisa ser escolhido com cuidado, considerando o modelo mais adequado para cada tipo de pé”.

Ela explica que a iniciação às pontas é um trabalho gradual. “Tem toda a parte teórica sobre anatomia dos pés, sobre a sapatilha em si e como costurá-la. Ao final do primeiro bimestre as alunas já começam com a tão esperada aula de pontas”.

A professora Gylian Dib, responsável pela turma F2, destaca que a iniciação ao trabalho de ponta vai além da idade das alunas. “Avaliamos não apenas a faixa etária, mas também a maturidade biológica e técnica de cada estudante”, diz. “Temos um diferencial importante: contamos com o acompanhamento de uma professora que também é fisioterapeuta. Ela auxilia as alunas na escolha da sapatilha, analisando o formato dos pés, a força muscular e o nível de rigidez necessário para cada bailarina”.

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