Homem que oferecia falsos empregos e estuprava vítimas na RMC é preso no Litoral do Paraná

Polícia Civil procura outras possíveis vítimas do suspeito de 59 anos, que agia desde 2002 atraindo mulheres jovens em situação de vulnerabilidade

Carlos Moraes
Imagem ilustrativa via Freepik

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu preventivamente um homem, de 59 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra uma adolescente após oferecer falsos empregos. O suspeito foi capturado nesta quarta-feira (24), em Paranaguá, no Litoral do Estado, e a suspeita das autoridades é de que existam mais vítimas do mesmo indivíduo.

A delegada Anielen Matias orienta que possíveis novas vítimas procurem a delegacia de polícia mais próxima para registrar o boletim de ocorrência, reforçando que denúncias também podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR, ou 181, do Disque-Denúncia.

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A investigação teve início em maio deste ano, após a vítima relatar que foi atraída pelo suspeito com a promessa de prestar um serviço remunerado como segurança patrimonial. Conforme apurado, ela teria sido vítima de abuso sexual durante a prestação desse suposto serviço. Durante as diligências, os policiais civis reuniram elementos que permitiram a identificação e subsidiaram a representação pela prisão preventiva do investigado.

As apurações também indicaram que o homem possuía registros de ocorrências desde 2002 envolvendo condutas semelhantes, ou seja, oferecendo falsos empregos. Segundo a investigação, o suspeito abordava mulheres oferecendo falsas vagas ou prestação de serviços, obtendo vantagens financeiras em alguns casos e, em ao menos outras duas ocorrências confirmadas, praticando abusos sexuais.

Após a identificação do paradeiro do investigado, a equipe policial cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pelo Poder Judiciário e ele foi encaminhado ao sistema penitenciário.

De acordo com a delegada Anielen Matias, o indivíduo direcionava suas abordagens principalmente a mulheres jovens em situação de vulnerabilidade econômica ou em busca de colocação profissional. Inicialmente, ele estabelecia contato em locais públicos de grande circulação, apresentando-se como empresário, empregador ou representante de empresa, utilizando discursos persuasivos e, por vezes, formulários, contratos, uniformes, documentos ou outros elementos capazes de conferir aparência de legitimidade à proposta.

Após conquistar a confiança da vítima, ele a conduzia a locais isolados sob diversos pretextos falsos. A partir de então, praticava crime patrimonial solicitando dinheiro para o pagamento de supostos custos administrativos ou praticava a violência sexual após a oferta de bebida alcoólica ou outra substância incapacitante.

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