De Alto Paraíso, no Noroeste do Paraná, para a Austrália e, agora, para o curso de Medicina em universidade pública. Essa é a trajetória de Luiz Fernando Souza de Andrade, de 17 anos, ex-aluno da rede estadual que participou do programa Ganhando o Mundo, da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), e conquistou o 1º lugar em Medicina na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Em 2024, aos 15 anos, Luiz embarcou para Beaconsfield, na Austrália, onde cursou um semestre letivo pelo programa de intercâmbio. A experiência internacional se somou a uma rotina intensa de estudos que resultou na aprovação em um dos cursos mais concorridos do país.
Ele foi o primeiro colocado em Medicina na Unioeste pelo programa Aprova Mais Universidades, parceria entre a Seed-PR e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Também alcançou o 1º lugar na UFMS por meio do processo seletivo seriado, que avalia o desempenho ao longo dos três anos do ensino médio.
Determinado a ingressar em uma universidade pública, Luiz conciliou o 3º ano do ensino médio com cursinho preparatório, chegando a estudar mais de 10 horas por dia. A rotina incluía aulas pela manhã, estudos individuais à tarde e cursinho à noite, além de simulados aos fins de semana. Ele resolvia, em média, 70 exercícios diários, priorizando qualidade e constância.
O interesse pela Medicina surgiu ainda na infância, após uma experiência hospitalar que marcou sua vida. Desde então, manteve o objetivo claro de se tornar médico. “Nunca foi uma opção desistir”, resume.
Luiz escolheu cursar Medicina na Unioeste, no campus de Francisco Beltrão, onde as aulas começam em março. A conquista foi celebrada pela família, professores e gestores da rede estadual, que destacam o resultado como exemplo da qualidade do ensino público e da importância de programas como o Ganhando o Mundo e o Aprova Mais Universidades.
Agora, o estudante projeta viver intensamente a graduação, pretende fazer residência médica e atuar também na saúde pública. “Estou indo de peito aberto para essa nova fase”, afirma.
