O corpo esquartejado encontrado em Major Gercino (SC), pertence a Luciani Aparecida Estivalet Freitas, corretora de imóveis gaúcha que desapareceu em Florianópolis no dia 5 de março. A confirmação foi feita nesta sexta-feira (13) pela Polícia Civil, que trata o caso como latrocínio e aponta cinco suspeitos de envolvimento no crime.
Entre os investigados estão uma mulher de 30 anos, um homem de 27 anos, o irmão dele, de 14 anos, a mãe dos dois e Ângela Maria Moro, de 47 anos, presa na quinta-feira (12) por receptação, após ser encontrada com pertences da vítima. Segundo o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo de Luciani foi visto por moradores em um córrego na segunda-feira (9). Dois dias depois, na quarta (11), a Polícia Militar foi acionada e o retirou do local.
Luciani morava sozinha em Florianópolis e seu desaparecimento chamou a atenção da família após mensagens suspeitas em seu celular, com erros de português, indicando que alguém poderia estar se passando por ela. As investigações revelaram que os dados da corretora estavam sendo usados para compras online, e um dos adolescentes suspeitos foi flagrado retirando mercadorias compradas com as informações da vítima.
O irmão do jovem, de 27 anos, estava foragido do Estado de São Paulo por latrocínio cometido em 2022. A companheira do homem e o casal vizinho de Luciani também são investigados. Além deles, Ângela Maria Moro foi presa em Gravataí (RS) por receptação, depois que objetos da corretora, como notebook, televisão e mercadorias compradas, foram encontrados em um apartamento desocupado sob sua responsabilidade.
Em depoimento, Ângela negou envolvimento no desaparecimento de Luciani, alegando que os itens encontrados no apartamento desocupado foram deixados lá por pedido de um inquilino. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a participação de cada suspeito e responsabilizar os envolvidos.
