Compartilhamento de mensagens antivacina por presidente do Conselho de Saúde gera reação em Guaratuba

Conteúdo com desinformação circulou em grupo oficial de debate sobre políticas públicas e provocou manifestações de profissionais da área e posicionamento da prefeitura

Redação Litorânea
Foto: Whatsapp/Reprodução via Plural Jornal

Conforme matéria publicada pela jornalista Rafaela Moura, do Plural Jornal, o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Guaratuba, Luperci Vander Muller, encaminhou áudios com informações falsas sobre vacinas contra a Covid-19 e a gripe em um grupo de WhatsApp do Fórum Popular de Saúde do município.

As mensagens levantaram questionamentos sobre a segurança dos imunizantes distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e associaram campanhas de vacinação a supostos interesses da indústria farmacêutica.

O material divulgado pelo conselheiro também desencorajava a imunização de idosos e crianças e sugeria que vacinas poderiam causar mortes. As mensagens circularam em um espaço institucional voltado à discussão de políticas públicas de saúde, que reúne usuários do sistema, trabalhadores do setor e representantes do poder público, o que ampliou a repercussão e a preocupação entre os participantes.

Profissionais de saúde que integram o fórum contestaram imediatamente o conteúdo, ressaltando que as vacinas seguem critérios científicos rigorosos e são fundamentais para a prevenção de doenças e a proteção coletiva.

Eles alertaram para os riscos que a disseminação de desinformação representa, especialmente quando parte de uma autoridade ligada à formulação e ao controle social das políticas de saúde.

Após o episódio, a prefeitura de Guaratuba publicou uma manifestação genérica nas redes sociais. Em resposta ao veículo Plural Litoral, a Secretaria Municipal da Saúde afirmou não concordar com qualquer conteúdo que questione a eficácia ou a segurança das vacinas e declarou que o posicionamento do conselheiro é de caráter pessoal.

A pasta informou ainda que dialogou com seus representantes no Conselho Municipal de Saúde para que medidas fossem adotadas, sem detalhar quais ações seriam tomadas.

Passados mais de dez dias, não há informações públicas sobre abertura de investigação, aplicação de sanções ou eventual afastamento de Luperci Vander Muller da presidência do conselho. Procurado pela reportagem do Plural Jornal para esclarecer os fatos e comentar sua permanência no cargo, o conselheiro não respondeu aos questionamentos.

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