No último sábado (4), um episódio de violência motivada por homofobia chocou os moradores de Guaratuba. O empreendedor e modelo Bruno Raetsch de Moraes usou suas redes sociais para relatar que foi brutalmente agredido por um cirurgião plástico renomado de Curitiba, após um dia de confraternização com amigos.
Bruno contou à equipe da Rádio Litorânea que passou o dia em um passeio de barco pelas Cruzes, em Guaratuba, junto com seu namorado e amigos. O clima era de alegria e descontração. Ao retornarem para o Iate Clube de Caiobá, o casal decidiu sentar no meio-fio do estacionamento para lanchar antes de ir embora.
“Era para ser um fim de noite tranquilo. Em poucos minutos, tudo se transformou em um pesadelo”, relatou Bruno.
De acordo com o modelo, um carro se aproximou em alta velocidade, tentando atropelá-los. Eles conseguiram pular e desviar, mas o motorista, identificado como um cirurgião plástico bastante conhecido em Curitiba, estacionou à frente, desceu furioso e partiu para a agressão física.
Bruno levou um soco no rosto, enquanto seu namorado foi chutado ao tentar defendê-lo. A cena aconteceu diante de várias testemunhas que ficaram em choque com a brutalidade.
Testemunhas relataram que, após o primeiro momento da briga ser contido pelos presentes, o agressor permaneceu nas proximidades do acesso ao ferry-boat, aguardando para atacá-los novamente, numa tentativa de emboscada. Ao perceber que Bruno e seu namorado ainda estavam no Iate Clube, assustados com a situação, o agressor retornou ao local, estacionando o carro atrás do veículo onde Bruno recebia socorro.
Ele tentou se aproximar para continuar a violência, mas foi impedido pelos amigos e testemunhas, que intervieram e o mandaram para casa. Foram quatro episódios consecutivos de fúria: a tentativa de atropelamento, a agressão física, a emboscada no ferry e, por fim, o retorno ao Iate Clube para tentar uma nova agressão.
Muito ferido, Bruno foi levado às pressas para Curitiba. No hospital, um especialista bucomaxilofacial constatou fratura no nariz e uma trinca no maxilar, exigindo futura cirurgia de rinoplastia. O momento não poderia ser mais doloroso, já que Bruno estava prestes a gravar importantes castings de trabalho na próxima semana, compromissos pelos quais vinha se preparando há dias e que representavam novas oportunidades em sua carreira.
“O que mais dói não são só os ferimentos físicos, mas o motivo. Porque o preconceito ainda existe, mesmo em 2025, e se manifesta de forma covarde e violenta. Eu não vou me calar”, afirmou Bruno.
O modelo registrou boletim de ocorrência e informou que está tomando todas as medidas legais para que o agressor seja responsabilizado criminalmente.
Casos como esse são um alerta para toda a sociedade. A homofobia é crime no Brasil, e episódios de violência motivados por preconceito devem ser tratados com rigor.
A Rádio Litorânea reforça seu repúdio a qualquer forma de discriminação e se solidariza com Bruno e todas as vítimas da homofobia. Que a justiça seja feita.
