Balões já provocaram 16 desligamentos na rede elétrica do Paraná em 2026

Copel alerta para riscos à população e lembra que soltar balões é crime ambiental previsto em lei

Carlos Moraes
Foto: Copel

O lançamento de balões continua causando transtornos e colocando em risco a segurança da população no Paraná. De janeiro até o fim de maio deste ano, a Copel registrou 16 ocorrências de desligamentos provocados por balões, sendo 15 na rede de distribuição de energia e uma na rede de transmissão.

Segundo a companhia, os incidentes foram registrados em diversas regiões do Estado. Curitiba lidera o número de ocorrências, com cinco casos. Também houve registros em Piraquara, Mariluz, Quatro Barras, São José dos Pinhais, Londrina, Ribeirão do Pinhal e Paiçandu.

De acordo com a Copel, quando um balão entra em contato com a rede elétrica, pode provocar interrupção no fornecimento de energia, danos a equipamentos e aumentar o tempo necessário para o restabelecimento do sistema.

Além dos impactos na distribuição, um caso registrado em março afetou uma linha de transmissão de alta tensão que interliga as regiões Sul e Sudeste do país. Situações como essa podem gerar consequências em larga escala e exigem atuação imediata das equipes técnicas.

No ano passado, a Copel realizou 48 atendimentos para retirada de balões presos à rede elétrica e recomposição das estruturas danificadas. Apesar de o número de ocorrências em 2026 ser menor do que no mesmo período do ano anterior, a companhia reforça que o problema continua preocupante.

A empresa também alerta que jamais se deve tentar retirar balões enroscados na rede elétrica, devido ao risco de choque e morte. Em casos de emergência ou situações de risco envolvendo a rede de energia, a orientação é acionar imediatamente a Copel pelo telefone 0800 51 00 116.

A prática de soltar balões é considerada crime ambiental no Brasil, conforme a Lei nº 9.605/98, com pena que pode variar de um a três anos de detenção, além de multa. A recomendação é manter distância das redes elétricas e comunicar qualquer situação de risco às autoridades competentes.

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