O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (1º) a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor de relações internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ordem foi cumprida pela Polícia Federal em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.
De acordo com a decisão, Martins descumpriu medidas cautelares impostas pela Justiça ao utilizar o LinkedIn, mesmo ciente da proibição de acessar redes sociais. O ex-assessor já estava em regime de prisão domiciliar desde o último sábado, mas, segundo Moraes, houve violação das restrições determinadas pelo STF.
Com a prisão preventiva de Filipe Martins, sobe para 23 o número de presos ligados aos quatro núcleos condenados pelo Supremo por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. Desse total, 15 cumprem pena em regime fechado e oito estão em prisão domiciliar.
A Primeira Turma do STF concluiu, no último dia 16, o julgamento do chamado “núcleo estratégico” da trama golpista, condenando 29 pessoas por tentar impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022, e manter Jair Bolsonaro no cargo. Embora nem todas as ações tenham transitado em julgado, Martins teve a prisão preventiva decretada por descumprimento das medidas restritivas.
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de reclusão pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e outros quatro delitos. Segundo os ministros do STF, ele foi responsável pela elaboração da minuta de um decreto que previa medidas para reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022, documento que teria sido apresentado por Bolsonaro aos comandantes das Forças Armadas. A defesa de Martins ainda recorre da condenação.
