Advogado mata cliente a facadas após cheirar Ritalina e consumir álcool no Paraná

O crime ocorreu dentro do apartamento da vítima, que era considerada amiga do agressor; o suspeito sofreu uma convulsão durante a fuga e está internado em estado grave sob escolta policial

Carlos Moraes
Foto: Ilustração/Canva Pro

Um advogado criminalista esfaqueou e matou o próprio cliente na noite da última terça-feira (19), em Maringá, no norte do Paraná. O crime aconteceu dentro do apartamento da vítima após um desentendimento. O suspeito passou mal logo após o ataque e está internado em estado grave.

De acordo com relatos da família da vítima ao portal Plantão Maringá, o advogado e o cliente estavam consumindo bebidas alcoólicas no imóvel. Em determinado momento, o advogado, visivelmente alterado, começou a esmagar e cheirar comprimidos de Ritalina.

Após o consumo, o advogado entrou em um episódio de raiva extrema e iniciou uma discussão com o morador. Durante a briga, o agressor foi até a cozinha, pegou uma faca e desferiu diversos golpes contra o cliente. Mesmo após a vítima cair desacordada, as agressões continuaram.

A ex-companheira e a filha da vítima estavam no apartamento e tentaram conter o avanço do advogado. Segundo informações da Polícia Militar, o homem tentou atacar as mulheres, que conseguiram se defender. A agressão só cessou quando uma delas atingiu a cabeça do advogado com uma panela de pressão.

Após o confronto, o suspeito tentou fugir do prédio, mas passou mal ainda no corredor do edifício. Ele sofreu uma convulsão e desmaiou no local.

O agressor recebeu os primeiros socorros de equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo entubado ainda nas dependências do condomínio. Ele foi transferido em estado grave para um hospital da região, onde permanece internado sob escolta policial. Assim que receber alta médica, o homem será conduzido diretamente à Delegacia de Polícia Civil de Maringá.

A Polícia Civil apurou que a vítima havia deixado a prisão há cerca de dois meses e respondia a processos relacionados à Lei Maria da Penha. Além da relação profissional, o advogado e o cliente mantinham uma relação de amizade de longa data.

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