Polícia investiga empresa e prefeituras após R$ 6 milhões movimentados em dinheiro vivo no Paraná

Propriedade Legal é suspeita de irregularidades e saques de altos valores enquanto concentrava contratos do Moradia Legal; operação apreendeu R$ 400 mil

Redação Litorânea
Dinheiro foi encontrado dentro de mochila — Foto: PCPR

A Polícia Civil investiga a movimentação de R$ 6 milhões em espécie pela empresa Propriedade Legal Regularizações Fundiárias, que concentrou a maior parte dos contratos firmados por prefeituras no Programa Moradia Legal, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). O programa está suspenso desde outubro, após inspeção do CNJ. O TJ-PR não é investigado.

A investigação começou após uma denúncia sobre possível direcionamento nas contratações. Criada em 2020 e sem experiência prévia, a empresa passou a dominar os acordos municipais e, segundo a polícia, realizou saques frequentes acima de R$ 200 mil, feitos principalmente pelo sócio Naim Akel Neto.

Documentos obtidos pela RPC apontam 21 irregularidades envolvendo a Propriedade Legal e a RAGSERV, empresa subcontratada que pertence aos irmãos Adriano e Ricardo Paludo Calixto. Os investigados teriam se encontrado ao menos três vezes em 2025, em uma agência bancária de Curitiba, para realizar os saques, sempre guardados em mochilas.

Na última sexta-feira (5), uma operação apreendeu R$ 400 mil em dinheiro, encontrados com Adriano Paludo Calixto, minutos após o valor ter sido sacado por Naim Akel Neto da conta da Propriedade Legal.

Os empresários citados foram procurados pelo g1, mas não se manifestaram.

Fonte: G1PR e RPC

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