Uso indevido de zolpidem acende alerta e vira tema de diretriz nacional

Especialistas apontam aumento de dependência e defendem prescrição rigorosa e retirada monitorada do medicamento

Redação Litorânea
Foto: Reprodução via CFF

O uso inadequado do zolpidem, um dos remédios mais populares para insônia, tornou-se um problema de saúde pública no Brasil. A nova diretriz da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) alerta para o crescimento da dependência, do abuso e das crises de abstinência relacionadas às chamadas drogas Z, que incluem também zopiclona e eszopiclona.

O documento, elaborado por especialistas de diversas universidades brasileiras, destaca que o consumo explodiu nos últimos anos e que nem mesmo o endurecimento das regras de venda conseguiu conter o uso abusivo, especialmente por meio do mercado ilegal.

A diretriz recomenda prescrição com prazo definido desde o início do tratamento e acompanhamento para retirada lenta e segura, já que a interrupção abrupta pode causar convulsões, ansiedade intensa e insônia rebote.

Relatos de comportamentos impulsivos e amnésia também cresceram, com pacientes realizando compras compulsivas ou se colocando em risco sob efeito da droga.

Especialistas reforçam que o zolpidem é eficaz quando bem prescrito, mas que o tratamento de referência para insônia é a terapia cognitivo-comportamental, que atua nas causas do problema.

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