O acidente ocorrido na manhã desta sexta-feira (14), no balneário de Coroados, em Guaratuba, quando uma carreta acabou colidindo contra uma fiação que estava muito baixa, chamou a atenção para uma situação que vai além de um caso isolado. Bastou um breve deslocamento por diferentes bairros para perceber que o problema se repete em várias vias.

Em alguns trechos, além de fios que passam muito próximos do trânsito de veículos, há pontos onde a fiação está caída ou espalhada por calçadas e ruas. Essa realidade acaba gerando desconforto aos moradores e comerciantes, além de criar transtornos e uma natural preocupação com a possibilidade de novos acidentes.

Em contato com a Copel, a companhia informou que os fios soltos não são de sua responsabilidade. Apesar disso, o cenário reforça a necessidade de atenção constante à infraestrutura das vias, independentemente da origem dos equipamentos.

É importante ressaltar que a situação vem se agravando ao longo do tempo, exigindo um olhar mais atento e medidas que garantam a segurança e a tranquilidade de todos que circulam pela cidade.

A população, por sua vez, segue na expectativa de que o cenário seja gradualmente organizado, contribuindo para um ambiente urbano mais seguro e livre de riscos.

No Paraná, a altura mínima de fios que cruzam ruas varia conforme o tipo de rede. Fios de energia de baixa tensão devem ficar a pelo menos 5,5 metros do solo em ruas e avenidas, podendo ser reduzidos para 4,5 metros em locais com tráfego restrito a veículos.

Para energia de média e alta tensão, a altura mínima também é de 5,5 metros, e para cabos de telecomunicações, como internet, telefonia e fibra óptica, o mínimo é de 5 metros sobre as vias. Essas medidas seguem normas técnicas nacionais e estaduais e têm como objetivo garantir a segurança de pedestres e motoristas.

