Golfinhos resistem na Baía de Paranaguá mesmo com intensa atividade portuária

Monitoramento registra mais de 46 mil avistamentos e avalia impactos dos 60 milhões de toneladas de cargas movimentadas

Foto: Lucas Franco/SETU

A Baía de Paranaguá abriga uma das maiores operações portuárias do país, com mais de 60 milhões de toneladas de cargas movimentadas em 2024, ao mesmo tempo em que mantém uma das populações mais estudadas de boto-cinza, espécie considerada quase ameaçada.

Desde 2012, a TCP mantém o Programa de Monitoramento de Cetáceos, Quelônios e Bancos de Gramíneas, executado pela consultoria Acquaplan, que já registrou mais de 46 mil avistamentos entre 2016 e 2024. O trabalho analisa deslocamentos, interações, efeitos do ruído subaquático e comportamentos como pesca, descanso e socialização.

O monitoramento revelou padrões importantes, como maior concentração de indivíduos no inverno e o uso de estruturas portuárias pelos botos para cercar cardumes. Além da pesquisa, a empresa promove ações ambientais e diálogo com pescadores, reforçando a coexistência entre operação portuária e conservação.

Sensíveis a alterações no ambiente, os golfinhos atuam como bioindicadores da saúde da baía. A continuidade do monitoramento é considerada essencial para orientar decisões e garantir que o desenvolvimento econômico caminhe de forma sustentável ao lado da preservação ambiental.

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