Arthur Davi, de 11 anos, autista e com deficiência visual, foi sepultado nessa segunda-feira (3) no Cemitério do Cristo Redentor, em João Pessoa (PB). O pai da criança, Davi Piazza Pinto, confessou à Polícia Civil ter matado o filho por asfixia e se apresentou às autoridades em Florianópolis (SC), onde residia.
Segundo a investigação, o homem viajou de Santa Catarina à Paraíba com o argumento de retomar a convivência com o filho, que vivia com a mãe, Aline Lorena. Após se encontrar com o menino na última quinta-feira (30), ele pediu para passar mais tempo com a criança. No entanto, na sexta-feira (31), Arthur Davi desapareceu.
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O corpo do garoto foi encontrado no sábado (1º) em uma área de mata no bairro Colinas do Sul, em João Pessoa, parcialmente enterrado dentro de um saco plástico. De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi asfixia por sufocamento.
A mãe da criança contou à imprensa que preparou todos os cuidados necessários para o filho durante o período em que ele ficaria com o pai, inclusive alertando sobre as particularidades do menino por causa do autismo. Ela disse que jamais imaginava que o reencontro terminaria em tragédia.
Ainda segundo a polícia, após o crime, Davi ligou para a mãe, confessou o assassinato, indicou o local onde havia escondido o corpo e, em seguida, se entregou à Polícia Civil em Florianópolis. O caso segue sob investigação.


