Uma operação conjunta do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Vigilância Sanitária e Polícia Militar resultou no fechamento de uma clínica terapêutica clandestina em Itapoá (SC), nessa quarta-feira (22). No local, 31 pessoas foram libertadas após serem mantidas contra a própria vontade, em alguns casos por longos períodos.
A ação, batizada de Operação Liberdade, foi deflagrada após uma denúncia anônima recebida na terça-feira (21). Ao chegarem ao endereço, as equipes encontraram uma estrutura precária, sem profissionais de saúde, medicação adequada ou qualquer metodologia de tratamento reconhecida. Segundo as autoridades, as vítimas relataram maus-tratos e internações forçadas, muitas vezes realizadas com o consentimento das famílias, que acreditavam estar oferecendo tratamento adequado para dependência química.
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Grande parte das pessoas resgatadas havia sido transferida de outra instituição, interditada anteriormente em Itapema. A suspeita é de que os responsáveis tenham se deslocado para Itapoá para escapar da fiscalização.
De acordo com o Ministério Público, o caso evidencia a importância do acompanhamento médico especializado e reforça que internações involuntárias só podem ocorrer mediante avaliação e autorização médica, em unidades reconhecidas e supervisionadas pelo sistema público de saúde.
As investigações continuam para identificar os responsáveis pela clínica e apurar eventuais crimes de sequestro, cárcere privado e exercício ilegal da medicina.


