Mais uma figura conhecida se despede da Secretaria de Saúde de Guaratuba. Dessa vez, a saída pegou muitos de surpresa, Cleocir Portela, conhecido por estar sempre à frente do que acontecia no Pronto Socorro Municipal (afinal, quem nunca ouviu “o Portela faz isso” ou “o Portela resolve aquilo”?), deixou recentemente a direção da unidade.
Mas antes de julgamentos precipitados, é importante olhar para a realidade do setor. A situação no Pronto Socorro Municipal tem sido descrita por servidores como “crítica”. Faltam luvas, medicamentos, lençóis e até alimentação de qualidade para pacientes e funcionários. Relatos internos apontam para a dificuldade diária de garantir o mínimo necessário para o atendimento à população.
“Cansa precisar pedir o básico, aquilo que é direito”, desabafou um servidor. A carência de insumos básicos afeta diretamente o trabalho dos profissionais e o atendimento à população, que merece e tem direito a uma saúde digna.
Enquanto isso, os investimentos parecem não priorizar os setores mais críticos. Festas e eventos comunitários continuam acontecendo e, claro, fazem parte da vida da cidade, mas fica a pergunta, onde estão as verbas da saúde? A ausência de medicamentos e materiais não é responsabilidade dos funcionários, e sim da administração municipal.
A Secretaria de Saúde já ganhou o apelido popular de “rodízio”, pelo entra e sai de secretários e diretores. A dúvida que ecoa entre servidores e moradores é direta: Será que todos os gestores que passaram por lá foram incompetentes? Ou o problema está em uma administração que prefere investir em áreas menos urgentes, permite secretários trabalharem em home office sem descontos e financia viagens e mais viagens de “trabalho” do próprio prefeito, enquanto a cidade enfrenta problemas básicos?
A saída de Portela escancara, mais uma vez, uma realidade, a saúde pública de Guaratuba está doente. E o remédio parece não vir da atual gestão.
