Mulher de 37 anos se passou por adolescente de 12 e viveu por 14 meses com família em Joinville

Suspeita presa por estelionato e falsa identidade chegou a ganhar festa de aniversário, quarto infantil e foi tratada como filha adotiva por família catarinense

Carlos Moraes
Foto: Reprodução

Uma mulher de 37 anos foi presa na terça-feira (2), em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após confessar que se passou por uma adolescente de 12 anos e viveu durante 14 meses como filha adotiva de uma família da cidade. A suspeita é investigada pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Segundo a Polícia Civil, a mulher utilizava o nome de “Gabriele” e alegava ter fugido do Pará após sofrer maus-tratos. Sem apresentar documentos, ela procurou uma igreja da cidade em busca de ajuda e acabou sendo acolhida por uma família da comunidade religiosa, que acreditou na história e passou a tratá-la como filha.

Durante o período em que permaneceu na residência, a falsa adolescente recebeu diversos cuidados da família. Entre eles, uma festa para comemorar o suposto aniversário de 12 anos, um quarto decorado com brinquedos e presentes, além de medicamentos para emagrecimento.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, a suspeita sustentava o disfarce afirmando ser portadora de autismo e de outras condições clínicas. Ela também dizia que sua aparência adulta era consequência do uso forçado de hormônios durante a infância. Para reforçar a farsa, adotava comportamentos infantilizados, utilizava mamadeiras, chupetas e objetos de apego para dormir, além de simular crises de pânico e afinar a voz.

A fraude foi descoberta após um parente da família desconfiar da história e procurar as autoridades. Durante as investigações, a Polícia Civil identificou que a mulher já possui registros de golpes semelhantes em diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Ainda segundo a polícia, a falsa adolescente não frequentava a escola porque alegava que seu suposto pai abusador poderia descobrir seu paradeiro caso ela fosse matriculada. O caso segue sob investigação para apurar possíveis outros crimes e vítimas relacionadas à suspeita.

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