Adolescente morre após ataque com canivete dentro de escola em Chapecó

Vítima de 15 anos foi atingida durante intervalo; suspeito de 16 anos foi apreendido e terá internação provisória

Carlos Moraes
Adolescente de 15 anos foi atacado com golpe de canivete dentro de escola em SC — Foto: NSC TV/ Reprodução

Um adolescente de 15 anos morreu na madrugada de sábado (23) após ser atacado com um golpe de canivete dentro de uma escola estadual em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O suspeito, um estudante de 16 anos, foi apreendido e teve a internação provisória determinada pela Justiça.

O ataque ocorreu na manhã de sexta-feira (22), durante o intervalo das aulas. A vítima foi atingida no abdômen e recebeu atendimento emergencial ainda dentro da unidade escolar. Durante o socorro, sofreu parada cardiorrespiratória e choque hipovolêmico, causado por perda intensa de sangue.

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O adolescente chegou a ser reanimado pelas equipes médicas e precisou de transfusão de sangue. Em seguida, foi intubado pelo Serviço Aeropolicial e transferido de helicóptero para o Hospital Regional do Oeste, onde não resistiu.

O suspeito foi localizado e apreendido nas proximidades da escola pouco depois da ocorrência. Segundo a Polícia Civil, os primeiros levantamentos indicam que o caso teria sido motivado por uma desavença entre os estudantes.

Testemunhas relataram à polícia que o adolescente teria reagido após supostas provocações e olhares de colegas, sacando a arma branca e atingindo a vítima. Mesmo ferido, o estudante tentou fugir para o interior da escola, mas foi perseguido.

A área foi isolada para perícia, e os alunos foram liberados após o ocorrido. A Secretaria de Estado da Educação informou que acionou equipes de saúde e de apoio psicológico, por meio do núcleo responsável pelo atendimento a situações de violência nas escolas, para acolhimento da comunidade escolar.

O Ministério Público se manifestou favoravelmente à internação provisória do adolescente por até 45 dias, citando a gravidade do ato, o uso de arma branca em ambiente escolar, o risco à ordem pública e a necessidade de preservar testemunhas e garantir o andamento do processo socioeducativo.

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