Uma ocorrência envolvendo suspeita de exploração sexual e cárcere privado foi registrada na madrugada desta quinta-feira (14) em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado.
Segundo a Polícia Militar do Paraná, a denúncia recebida via 190 apontava que uma jovem de 25 anos estaria sendo mantida contra a própria vontade em um imóvel no Balneário Primavera, onde seria obrigada a se prostituir em troca de entorpecentes.
Ainda conforme a denúncia, a alimentação das mulheres que permaneciam no local também seria controlada.
Ao chegarem no endereço informado, os policiais foram recebidos por uma mulher de 49 anos, responsável pelo imóvel, que alegou que o local funcionava como uma distribuidora de bebidas.
Durante a abordagem, seis mulheres foram identificadas na residência. Em conversa reservada com a equipe policial, cinco delas afirmaram permanecer no local por vontade própria e preferiram não se identificar.
Já a jovem de 25 anos relatou aos policiais que estava sendo mantida no imóvel contra sua vontade. Segundo o boletim de ocorrência, ela afirmou que recebia drogas fornecidas pela responsável pela casa e que acumulou uma dívida superior a R$ 2 mil, sendo obrigada a realizar programas sexuais para quitar o valor.
A vítima manifestou interesse em deixar o local e foi acompanhada pelos policiais enquanto retirava seus pertences. Conforme a PM, o imóvel possuía quartos utilizados para os programas.
A responsável pelo estabelecimento negou as acusações e declarou que acolheu a jovem após ela estar em situação de rua. Segundo a versão apresentada por ela, a denúncia teria sido motivada por ameaças feitas pelo ex-companheiro da vítima.
As duas mulheres foram encaminhadas à delegacia da Polícia Civil do Paraná para os procedimentos cabíveis.
