PCPR prende suspeito de aplicar golpes milionários pela internet em vários estados

Investigado prometia serviços ligados a redes sociais e divulgação em veículos de comunicação; prejuízo às vítimas ultrapassa R$ 200 mil

Carlos Moraes
Foto: PCPR

A Polícia Civil do Paraná prendeu nesta quarta-feira (13) um homem de 25 anos investigado por aplicar golpes pela internet em diversos estados do país. A prisão aconteceu durante uma operação que cumpriu 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Pato Branco, Dois Vizinhos e Chapecó.

Além da prisão preventiva do principal investigado, os policiais também cumpriram mandados contra outras nove pessoas suspeitas de ceder contas bancárias utilizadas para movimentar e ocultar valores obtidos com os crimes.

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De acordo com a delegada Alini Simadon, o suspeito utilizava redes sociais para atrair vítimas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Santa Catarina e Paraná.

Segundo as investigações, o homem oferecia supostos serviços de verificação de contas em plataformas digitais e prometia inserções de pautas em veículos de comunicação. Empresários, influenciadores digitais e líderes religiosos estão entre as vítimas identificadas pela polícia.

A PCPR apurou que o investigado utilizava perfis nas redes sociais para transmitir credibilidade. Em uma das plataformas, ele acumulava cerca de 15,7 mil seguidores e se apresentava como ex-atleta profissional e assessor. Em outra rede social, o perfil tinha aproximadamente 29,5 mil seguidores, com publicações que ultrapassavam 1 milhão de visualizações.

Conforme a polícia, o suspeito usava essa visibilidade para convencer as vítimas de que possuía ligação com veículos de imprensa e plataformas digitais, oferecendo serviços que não eram entregues após o pagamento.

Os boletins de ocorrência registrados até o momento apontam prejuízo superior a R$ 200 mil, mas a polícia acredita que o número de vítimas pode ser maior, já que outras pessoas ainda não formalizaram denúncia.

As investigações também identificaram movimentação financeira superior a R$ 3,3 milhões entre os anos de 2022 e 2024, valor considerado incompatível com a renda declarada pelo investigado.

A PCPR informou ainda que o suspeito utilizava contas bancárias de terceiros para continuar movimentando dinheiro após bloqueios feitos por instituições financeiras em sistemas antifraude.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer toda a movimentação financeira relacionada ao caso. O preso foi encaminhado ao sistema penitenciário.

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