Saúde alerta para riscos do tétano e reforça importância da vacinação no Paraná

Doença pode ser grave mesmo com queda nos casos; imunização gratuita está disponível no SUS

Carlos Moraes
Foto: SESA

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforçou o alerta à população sobre os riscos do tétano, uma doença não transmissível, mas que ainda preocupa no Paraná. A principal forma de prevenção é a vacinação, oferecida gratuitamente em todas as unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

O tétano é causado por uma bactéria presente no solo, poeira e fezes de animais. A infecção ocorre quando o organismo entra em contato com esses agentes por meio de ferimentos, cortes, perfurações ou queimaduras. A doença afeta o sistema nervoso e pode provocar rigidez muscular intensa e até dificuldade para respirar.

Apesar da redução no número de casos ao longo dos anos, a Sesa destaca que a atenção deve ser mantida. Em 2017, o Paraná registrou 23 casos da doença. Entre 2018 e 2019, foram 17 casos por ano. Já em 2024 e 2025, o estado atingiu o menor nível recente, com 10 ocorrências anuais.

O número de mortes também caiu. Entre 2016 e 2019, foram registrados de cinco a 11 óbitos por ano. A partir de 2020, houve redução, chegando a dois óbitos em 2024 e 2025.

Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, a vacinação continua sendo essencial. “Mesmo sendo uma doença evitável, ainda há registros de casos e mortes, o que reforça a necessidade de manter a carteira de vacinação em dia”, destacou.

O esquema vacinal começa na infância, com três doses da vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses, além de reforços aos 15 meses e aos 4 anos. Depois disso, a recomendação é uma dose de reforço a cada dez anos. Gestantes também devem receber vacina específica durante cada gravidez.

Em relação à cobertura vacinal, o Paraná se aproxima da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Em 2025, a vacina pentavalente atingiu 94,15%, enquanto os reforços e a vacinação de gestantes ficaram abaixo do ideal.

A orientação é procurar atendimento de saúde em caso de ferimentos, principalmente os causados por objetos perfurantes ou em ambientes com maior risco de contaminação. Profissionais da agricultura, construção civil e pessoas idosas devem ter atenção redobrada, já que estão entre os grupos mais vulneráveis.

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