Morre Oscar Schmidt, lenda do esporte brasileiro, aos 68 anos

Maior pontuador da história olímpica, “Mão Santa” marcou mais de 49 mil pontos na carreira

Carlos Moraes
Foto: Otavio Dias de Oliveira/Folhapress

Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do esporte nacional, minutos após receber atendimento médico por um mal-estar. A lenda da bola laranja deixa uma legião de fãs ao redor do globo, além de recordes e feitos que marcaram a história do esporte.

Nascido em Natal, em 16 de fevereiro de 1958, ele construiu uma trajetória marcada por recordes e protagonismo dentro das quadras.

Conhecido como “Mão Santa”, Schmidt detém o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos somados em cinco edições, disputadas entre Jogos Olímpicos de Moscou 1980 e Jogos Olímpicos de Atlanta 1996.

Ao longo da carreira profissional, ultrapassou a marca de 49 mil pontos, sendo um dos maiores cestinhas da história do basquete mundial, atrás apenas de LeBron James.

Um dos momentos mais emblemáticos de sua trajetória ocorreu em 1987, nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando liderou a vitória histórica do Brasil sobre os Estados Unidos, marcando 46 pontos na final.

Schmidt chegou a ser escolhido no Draft da NBA, mas recusou a oportunidade para continuar defendendo a seleção brasileira, já que, na época, a liga não liberava atletas para competições internacionais.

No Brasil, atuou por clubes como o Esporte Clube Sírio e o Palmeiras. Na Europa, teve destaque no Juvecaserta.

Após encerrar a carreira, passou a atuar como palestrante, compartilhando experiências de superação e disciplina, tornando-se também uma referência fora das quadras.

A morte de Oscar Schmidt representa uma grande perda para o esporte brasileiro, deixando um legado histórico no basquete e na memória dos fãs.

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