Estudantes de São José dos Pinhais criam cinturão verde e recuperam área do Rio Avril

Projeto ambiental desenvolvido em sala de aula transforma diagnóstico científico em ação de recuperação ecológica

Carlos Moraes
Foto: Silvio Turra

Estudantes do Colégio Estadual Herbert de Souza, em São José dos Pinhais, participaram nesta semana do plantio de um cinturão verde às margens do Rio Avril, no entorno da escola. A iniciativa nasceu a partir de uma pesquisa desenvolvida em sala de aula e agora se concretiza como intervenção prática de recuperação ambiental.

Ao longo de 2025, os alunos integrantes do Clube de Ciências realizaram o monitoramento da qualidade da água do rio, com coleta de amostras, análises físico-químicas e observação dos impactos ambientais. O estudo identificou problemas como poluição, mau odor, ausência de vegetação ciliar e presença de resíduos sólidos.

Com base no diagnóstico, os próprios estudantes propuseram a implantação de uma cortina verde, uma faixa de vegetação nas margens do rio, com o objetivo de reduzir a erosão, conter poluentes e proteger o ecossistema local.

Segundo a professora orientadora do projeto, Pauline Fernandes, a recomposição da mata ciliar é essencial para a preservação dos cursos d’água, atuando como barreira natural contra o assoreamento e contribuindo para a filtragem de poluentes antes que alcancem o rio.

A proposta também prevê a melhoria da qualidade da água, o incentivo à biodiversidade e a estabilização térmica do ambiente. As espécies foram escolhidas para fortalecer o solo, reduzir odores e favorecer a recuperação gradual da área.

O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, destacou que o projeto vai além da sala de aula, ao incentivar o protagonismo estudantil e a aplicação prática do conhecimento científico na transformação do território.

A iniciativa contou com apoio da Secretaria de Estado da Educação e da Prefeitura de São José dos Pinhais, que auxiliou na limpeza da área e no fornecimento de mudas. A articulação entre escola e poder público permitiu viabilizar a intervenção no entorno do rio.

Para os estudantes, a experiência representa aprendizado e engajamento com a comunidade. A aluna Débora Ferreira Alves, de 16 anos, afirmou que participar do projeto é uma forma de contribuir diretamente para melhorias no ambiente escolar e no bairro.

Como continuidade das ações ambientais, o colégio prevê ainda a instalação de um ecoponto de reciclagem em 2026, destinado ao descarte correto de materiais como papel, plástico, vidro, alumínio e isopor, fortalecendo a educação ambiental dentro e fora da escola.

Compartilhe este Artigo