Portos do Paraná investe R$ 100 milhões na modernização do píer de líquidos

Segunda etapa da obra no Porto de Paranaguá vai ampliar capacidade e permitir atracação de navios maiores

Carlos Moraes
Foto: Claudio Neves/Portos do Parana

A Portos do Paraná anunciou um investimento de R$ 100,3 milhões na segunda etapa de ampliação e modernização do Píer de Granéis Líquidos (PPGL), no Porto de Paranaguá, no Litoral do estado. A contratação da empresa responsável pela obra foi concluída e publicada no Diário Oficial na quarta-feira (1º), com prazo de execução de 13 meses após a ordem de serviço.

O projeto tem como principal objetivo aumentar a eficiência e a competitividade das operações portuárias, permitindo a atracação de navios maiores, tanto em comprimento quanto em calado. Atualmente, o píer comporta embarcações de até 190 metros e 11,60 metros de calado, limite que se tornou defasado após a atualização das normas marítimas, que passaram a permitir navios com até 13,30 metros.

Segundo o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo, a modernização é essencial, já que a estrutura atual foi construída na década de 1940 e enfrenta limitações operacionais.

Entre as melhorias previstas estão a instalação de um novo dolfim de amarração, dois dolfins de atracação, responsáveis por absorver o impacto das embarcações, e uma nova plataforma operacional. A obra também prevê a otimização da conexão com os terminais retroportuários, tornando a logística mais eficiente.

A primeira fase da readequação do píer teve início em 2025, com investimento de R$ 29 milhões. Nessa etapa, foram realizadas intervenções como a substituição de defensas, instalação de sistema de monitoramento e atracação a laser, melhorias na iluminação e nas instalações elétricas, além da reestruturação do pavimento e implantação de nova estrutura para elevação de mangotes.

Os granéis líquidos têm papel relevante na movimentação dos portos paranaenses, representando 12,75% do volume total em 2025. Entre os principais produtos exportados estão o óleo de soja e o óleo combustível, enquanto as importações são lideradas por óleo diesel e metanol, reforçando a importância estratégica do PPGL para a economia do estado.

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