O açaí juçara, típico da Mata Atlântica e similar ao açaí amazônico, se tornou foco de capacitação para moradores da Ilha do Amparo, no Litoral do Paraná. Nesta quarta-feira (1º), a primeira oficina de nível intermediário sobre o fruto foi realizada, promovida pela Portos do Paraná, com objetivo de estimular novas fontes de renda para comunidades formadas em grande parte por pescadores e valorizar a palmeira juçara, espécie ameaçada de extinção.
O programa integra o Programa de Educação Ambiental (PEA) e busca também aumentar o consumo do açaí dentro da própria comunidade, inclusive nas merendas escolares, devido ao seu valor nutricional, rico em vitaminas e antioxidantes.
“Oferecer novas oportunidades de renda é uma forma de incentivar os jovens a permanecerem na comunidade, sem a necessidade de buscar emprego em grandes centros”, explicou Pedro Pisacco, coordenador de Comunicação, Educação e Sustentabilidade da Portos do Paraná.
O Instituto Juçara de Agroecologia conduziu as atividades práticas, em que os moradores revisaram conhecimentos anteriores, realizaram a coleta, limpeza e despolpa dos frutos e aprenderam a embalar e congelar o produto para consumo durante o ano todo.
A pescadora Edneia Pereira, que participou do evento, já produziu cinco litros de açaí e destacou a importância da doação de uma despolpadeira, que permitirá à associação de mulheres da ilha vender produtos como pães e geleias de açaí.
A palmeira Euterpe edulis, que produz o açaí juçara, é rica em ferro, cálcio e antocianinas, antioxidantes que conferem a coloração roxa escura ao fruto. A coleta é feita entre março e maio, período de frutificação, e o manejo sustentável contribui para preservar a paisagem caiçara.
Desde 2019, a Portos do Paraná já promoveu dezenas de oficinas e cursos gratuitos, envolvendo 131 pessoas apenas em oficinas sobre o açaí juçara, com foco em educação ambiental, sustentabilidade, valorização comunitária e geração de renda.
