Você sabia? Ponte “invertida” de Guaratuba foi feita pela Petrobras

Criada para facilitar acesso a dutos, estrutura atrai muitos visitantes pela aparência incomum

Carlos Moraes
Foto: Bruno Carlesse

A chamada “ponte invertida”, que chama a atenção de turistas em Guaratuba, no litoral do Paraná, tem uma origem pouco conhecida. A estrutura atual foi construída em 2009 através da Petrobras, após um acordo com moradores da região.

O objetivo inicial era prático. A empresa precisava de um acesso facilitado para a passagem de veículos e trabalhadores até dutos instalados do outro lado do Rio São João, que corta diversas propriedades particulares na área rural. Para viabilizar a obra, foi necessário obter autorização dos donos das terras, em um processo de negociação direta com a comunidade local.

Apesar de a ponte atual ser relativamente recente, a travessia no local é bem mais antiga. Desde a década de 1980, mais especificamente 1985, moradores já utilizavam blocos de concreto para cruzar o rio, mas o material frequentemente era levado pela força da correnteza. A construção de 2009 veio justamente para oferecer uma solução definitiva e mais segura.

Localizada na região de Pedra Branca do Araraquara, a cerca de 300 metros da divisa com Santa Catarina, a ponte tem cerca de 48 metros de extensão e fica posicionada a poucos centímetros da superfície do rio. Em condições normais, uma lâmina de água cobre o concreto, criando o efeito que deu origem ao apelido de “ponte invertida”.

Com o tempo, o que era apenas uma obra funcional acabou se transformando em ponto turístico. Em dias de calor e com o nível da água baixo, visitantes atravessam o rio a pé para observar o fenômeno de perto e aproveitar a paisagem natural.

Apesar da paisagem atrativa, a travessia exige cuidado. O Rio São João está sujeito às chamadas “cabeças d’água”, quando o nível sobe rapidamente após chuvas intensas em regiões mais altas. Nessas situações, a ponte pode ficar totalmente submersa, impedindo a passagem e aumentando os riscos.

Mesmo assim, quando as condições são favoráveis, a estrutura segue intrigando moradores e turistas, combinando utilidade, história e um visual incomum no litoral paranaense.

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