A derrota por 2 a 1 para a França, em amistoso disputado em Boston (EUA), expôs limitações do Brasil a poucos dias da Copa do Mundo. Em um duelo de alto nível, a equipe brasileira até teve momentos de competitividade, mas foi dominada em boa parte do jogo por um adversário mais organizado e eficiente.
Mesmo com maior posse em alguns trechos e 17 finalizações, o Brasil teve dificuldades para transformar volume em chances claras. A estratégia mais conservadora, com marcação baixa e aposta em transições rápidas, funcionou apenas de forma pontual, especialmente com Vinícius Júnior, Gabriel Martinelli e Raphinha, mas sem efetividade.
O meio de campo foi um dos principais problemas. Casemiro e Andrey Santos frequentemente se viram em desvantagem numérica, o que abriu espaços para a França controlar o ritmo. Em um desses lances, Aurélien Tchouaméni encontrou Kylian Mbappé, que marcou no primeiro tempo.
Na etapa final, o Brasil ganhou fôlego com a entrada de Luiz Henrique, que trouxe mais agressividade ao ataque. A expulsão de Upamecano aumentou a expectativa de reação, mas durou pouco. Mesmo com um jogador a menos, a França chegou ao segundo gol com Ekitiké, após jogada iniciada por Olise.
O Brasil ainda diminuiu com Bremer e pressionou no fim, acumulando finalizações, 11 delas no segundo tempo, mas sem conseguir o empate.
Após a partida, o técnico Carlo Ancelotti destacou pontos positivos, mas o desempenho coletivo levanta questionamentos. A equipe ainda busca equilíbrio, especialmente na ocupação de espaços, que tem deixado o time vulnerável tanto na defesa quanto na construção ofensiva.
Com a Copa se aproximando, o amistoso serve como um sinal claro de que será necessário mais consistência para competir em alto nível. O próximo compromisso, diante da Croácia, será o último teste antes da convocação final e chega cercado de dúvidas que vão além do resultado em Boston.
