Com a chegada do outono e a previsão de chuvas acima da média, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná reforça o alerta para a prevenção da leptospirose, doença grave associada principalmente a enchentes e áreas alagadas. A infecção ocorre pelo contato com água ou lama contaminada pela urina de animais, especialmente ratos, sendo mais comum em locais com acúmulo de lixo e drenagem precária.
Mesmo com a redução nos casos em 2026, o cuidado segue essencial. Entre janeiro e março deste ano, foram confirmados 45 casos no estado, contra 116 no mesmo período de 2025. As notificações também caíram de 575 para 292, e os óbitos passaram de 10 para um, segundo a Sesa.
A contaminação acontece principalmente pela pele com ferimentos ou pelas mucosas, ao entrar em contato com água contaminada. Em situações de enchentes, o risco aumenta, já que a água mistura sujeira e resíduos com a urina de roedores. Os sintomas surgem geralmente entre 7 e 14 dias após a exposição e incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares intensas, especialmente nas pernas, além de náuseas e falta de apetite.
A principal forma de prevenção é evitar contato com áreas alagadas. Quando isso não for possível, é recomendado o uso de botas e luvas, além da higienização adequada do corpo após a exposição. A limpeza de locais atingidos por enchentes deve ser feita com solução de água sanitária, e o controle de roedores é fundamental, com descarte correto de lixo e armazenamento adequado de alimentos.
A orientação é que, ao apresentar sintomas após exposição a áreas de risco, a pessoa procure atendimento médico imediatamente. A leptospirose tem tratamento com antibióticos e pode ser curada, mas o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações graves.
