O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), reforçou o alerta para a vacinação contra o sarampo a fim de evitar a reintrodução da doença no Estado. O aviso ocorre após a confirmação do primeiro caso importado no Brasil em 2026, registrado em São Paulo, em um bebê de seis meses que havia viajado recentemente para a Bolívia.
O Brasil foi recertificado como país livre do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em novembro de 2024. Porém, o aumento de casos nas Américas preocupa. Somente nos primeiros meses de 2026 foram registrados 1.031 casos, número 45 vezes maior que no mesmo período de 2025.
Segundo o secretário da Saúde, Beto Preto, o Paraná mantém doses disponíveis em todos os municípios e a vacinação é a principal forma de prevenir casos graves. Dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), do Ministério da Saúde, mostram que o Estado possui uma das maiores coberturas vacinais do país; em 2025, a primeira dose da tríplice viral em crianças de 1 ano chegou a 96,91% e a segunda a 89,72%.
Mesmo com bons índices, o alerta continua devido à proximidade com países que enfrentam surtos, como Argentina, Bolívia e Paraguai. A diretora de Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, ressalta que o sarampo é altamente transmissível e pode se espalhar antes mesmo dos sintomas, que incluem febre, manchas na pele, tosse, coriza e conjuntivite.
A vacina tríplice viral é gratuita nas Unidades Básicas de Saúde. O esquema prevê duas doses para crianças (aos 12 e 15 meses), duas doses para pessoas até 29 anos, uma dose para adultos entre 30 e 59 anos e duas doses para profissionais da saúde. A Sesa também orienta que viajantes verifiquem a vacinação pelo menos 30 dias antes de viagens, lembrando que a vacina é contraindicada para gestantes.
