Polícia Civil prende suspeito de homicídio registrado em Morretes no início de 2026

Homem de 26 anos é investigado por matar vítima a facadas após desentendimento; vítima morreu semanas depois em hospital da Região Metropolitana de Curitiba

Redação Litorânea
Foto: Reprodução via Ilha do Mel FM

Na manhã desta sexta-feira (6), a Polícia Civil prendeu preventivamente um homem de 26 anos investigado pelo primeiro homicídio doloso registrado em 2026 em Morretes, no Litoral do Paraná.

A prisão foi realizada por equipes da delegacia do município após o avanço das investigações sobre o crime ocorrido entre os dias 10 e 11 de janeiro. A vítima, um homem de 30 anos morador de Antonina, foi atacada após um desentendimento com o suspeito.

De acordo com a investigação, o homem desferiu golpes de faca nas regiões do pescoço e das costas da vítima. O ferido foi socorrido e encaminhado inicialmente ao hospital de Morretes, sendo posteriormente transferido para o Hospital Angelina Caron, na Região Metropolitana de Curitiba.

Após semanas de internação e complicações decorrentes dos ferimentos, a vítima morreu no dia 16 de fevereiro de 2026.

Segundo o delegado responsável pelo caso, André Rosa Silva, as investigações indicam que o crime teria sido motivado por desentendimentos relacionados à presença da vítima na cidade. Testemunhas relataram que o investigado demonstrava incômodo com o fato de o homem frequentar o município e que, em determinado momento, chegou a admitir as agressões.

Moradores também relataram à polícia que o suspeito já teria protagonizado episódios de ameaças na cidade, inclusive utilizando faca contra moradores e turistas.

Conforme os registros policiais, o homem possui extensa ficha criminal, com mais de 20 registros por crimes como tráfico de drogas, ameaça, lesão corporal, resistência, furto e ato obsceno. Com a conclusão da investigação, ele poderá responder por homicídio doloso consumado, com qualificadoras como motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Após a prisão, o suspeito foi encaminhado à Cadeia Pública de Paranaguá, onde permanece à disposição da Justiça.

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