Um caso registrado no início de fevereiro, que resultou no resgate de uma mulher paranaense mantida em cárcere privado em Copacabana, no Rio de Janeiro, reacendeu o alerta sobre a importância da denúncia e da criação de códigos de segurança.
A ação contou com atuação conjunta da Polícia Civil do Paraná e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, após a vítima conseguir enviar informações a familiares em Curitiba, o que permitiu localizar o endereço e prender o agressor em flagrante.
Diante da situação, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná reforça que mulheres em risco devem tentar manter a calma e, sempre que possível, estabelecer contato com familiares, amigos ou autoridades, inclusive por meio de mensagens cifradas ou palavras-chave previamente combinadas.
Gritos por socorro, sinais corporais ou qualquer atitude que indique perigo também podem ser decisivos para chamar a atenção de vizinhos e interromper a violência.
O cárcere privado é crime previsto em lei e se caracteriza pela restrição da liberdade de locomoção, muitas vezes associado à violência doméstica, controle excessivo e isolamento da vítima. As denúncias podem ser feitas pelo 190, da Polícia Militar do Paraná, pelo 197, da Polícia Civil, ou pelo 181 (Disque-Denúncia), inclusive de forma anônima. As autoridades destacam que identificar comportamentos controladores como sinais de alerta é fundamental para romper o ciclo de violência e evitar crimes mais graves.
