CPI do INSS aprova quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha

Filho de Lula é alvo de investigação por suposto vínculo com empresário do INSS

Redação Litorânea
Foto: Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo

A CPI mista do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão ocorreu em meio a confusão na sessão, com empurra-empurra e socos entre parlamentares, incluindo os deputados Luiz Lima (Novo-RJ) e Rogério Correa (PT-MG), que posteriormente pediu desculpas.

Lulinha, o filho mais velho do presidente com Marisa Letícia, é conhecido por sua trajetória empresarial. Formado em Biologia pela UNIP, começou trabalhando como monitor no Zoológico de São Paulo e depois se tornou sócio da Gamecorp, posteriormente rebatizada como G4 Entretenimento, empresa que produziu conteúdo para TV por assinatura, telefonia e internet. Contratos milionários, especialmente com a Telemar/Oi, colocaram-no no centro de disputas políticas e jurídicas, incluindo menções durante a Lava Jato.

O motivo da investigação atual se relaciona a mensagens interceptadas pela Polícia Federal, envolvendo Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. As mensagens sugerem que Lulinha poderia ter atuado como “sócio oculto” de Careca em transações de R$ 300 mil direcionadas à empresa de Roberta.

O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), justificou que a quebra de sigilo se fez necessária para apurar a suposta participação de Lulinha nos negócios investigados.

Além da medida contra Lulinha, a CPI aprovou convocações e quebras de sigilo de outros envolvidos, como o ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, reforçando o foco nas supostas irregularidades no INSS e nas operações de empresas relacionadas.

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