Polícia Civil confirma morte de parnanguara que desapareceu no litoral paulista

Jovem de 20 anos sumiu após ser abordada por homens armados em Guarujá; suspeitos foram presos em São Paulo e no Paraná

Redação Litorânea
Foto: Reprodução redes sociais

A Polícia Civil de São Paulo confirmou que a parnanguara Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, foi vítima de homicídio após desaparecer durante as celebrações de Réveillon em Guarujá, no litoral paulista. Natural de Paranaguá, ela havia se mudado há cerca de três meses de Curitiba, onde residia, para a região com o namorado.

De acordo com as investigações, o casal foi abordado por homens armados no dia 3 de janeiro. O namorado conseguiu fugir, mas Maria Eduarda foi levada pelos criminosos. Desde então, a família não teve mais notícias. O caso inicialmente tratado como desaparecimento evoluiu para sequestro e, posteriormente, homicídio, após a coleta de provas e depoimentos.

A apuração é conduzida pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos, que prendeu temporariamente quatro suspeitos nas cidades de Santos, Praia Grande, Cubatão e Mongaguá. Segundo a polícia, os investigados teriam participado do sequestro, da transferência da vítima entre diferentes locais e da execução. Inicialmente, eles alegaram que apenas fariam a abordagem do casal, mas contradições nos depoimentos e a análise de celulares e imagens de deslocamento reforçaram o envolvimento direto no crime.

Paralelamente, a Polícia Civil do Paraná realizou operações em Paranaguá e Matinhos para apurar possível apoio logístico ao grupo criminoso. A principal linha de investigação aponta que o crime pode estar relacionado a conflitos entre facções e ao chamado “tribunal do crime”, mecanismo utilizado por organizações criminosas para julgar e punir supostos desafetos.

Apesar da confirmação da morte, o corpo de Maria Eduarda ainda não foi localizado. Equipes policiais seguem realizando buscas em áreas de mata e pontos suspeitos no litoral paulista e no litoral do Paraná. A investigação continua para identificar todos os envolvidos e esclarecer a motivação do crime.

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