MP investiga integrante de igreja por estupro de vulnerável na Grande Curitiba

O processo tramita em sigilo por envolver vítimas menores de 18 anos. No entanto, o Ministério Público obteve autorização da Vara Criminal de Fazenda Rio Grande para divulgar o nome do investigado, com o objetivo de possibilitar que outras possíveis vítimas procurem as autoridades

Redação Litorânea
Flúvio Cosme Adão é investigado pelo crime de estupro de vulnerável — Foto: Redes sociais

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) investiga Flúvio Cosme Adão pelo crime de estupro de vulnerável contra seis vítimas na Grande Curitiba. O órgão apura se há outras possíveis vítimas que ainda não formalizaram denúncia contra o investigado.

Segundo o MP, Flúvio exercia a função de “regional” na Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele também atuava no Clube de Desbravadores, grupo voltado ao público infantojuvenil, e, conforme a investigação, teria se aproveitado da posição de liderança e confiança no ambiente religioso para cometer os crimes.

De acordo com o promotor de Justiça Adolfo Vaz da Silva, o investigado mantinha contato com diversos grupos de crianças e adolescentes, o que reforçava sua posição de autoridade. “Ele tinha contato com vários grupos de crianças e, por isso, também tinha uma autoridade. Era alguém considerado na igreja, com certo poder, a ponto de muitas das vítimas sofrerem algum tipo de abuso e não conseguirem entender o que aconteceu”, afirmou.

Flúvio Cosme Adão está preso preventivamente desde outubro de 2025. Ele é acusado da prática de estupro de vulnerável e de atos libidinosos contra crianças e adolescentes. O processo tramita em sigilo por envolver vítimas menores de 18 anos. No entanto, o Ministério Público obteve autorização da Vara Criminal de Fazenda Rio Grande para divulgar o nome do investigado, com o objetivo de possibilitar que outras possíveis vítimas procurem as autoridades.

Segundo o promotor, o homem inicialmente respondia em liberdade, mas teve a prisão decretada após a Justiça entender que havia risco à ordem pública e dificuldade para intimá-lo durante o processo. O MP sustenta que os crimes teriam ocorrido ao longo de mais de dez anos.

Diante da possibilidade de novos casos, o Ministério Público solicita que pessoas que tenham sofrido qualquer tipo de abuso por parte do investigado, ou que tenham conhecimento de possíveis vítimas, entrem em contato com a Delegacia de Polícia de Fazenda Rio Grande ou com a 4ª Promotoria de Justiça do município. O órgão garante sigilo absoluto das informações e o anonimato dos denunciantes.

As denúncias à Promotoria podem ser feitas pelo WhatsApp (41) 3627-2116, pelo e-mail [email protected] ou presencialmente na Rua Inglaterra, 545, Bairro Nações. Informações também podem ser encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil de Fazenda Rio Grande, localizada na Rua Tenente Sandro Luiz Kampa, 114, Bairro Pioneiros.

A defesa do investigado não foi localizada. A Igreja Adventista do Sétimo Dia informou, por meio de nota, que Flúvio Cosme Adão não é membro da instituição desde 15 de fevereiro de 2022. A entidade afirmou que repudia qualquer forma de violência ou abuso, declarou solidariedade às vítimas e colocou-se à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

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