
O MALVADEZA MAIS CONHECIDO COMO PASSA PANO ATACA NOVAMENTE
Segundo informações, o mesmo foi visto em cima de um patinete azul, de binóculos e com um pano na mão. Dizem que ele acha tudo normal, que temos que entender, que precisamos aguardar, que ainda é cedo para cobrar e sempre aparece com outras desculpas parecidas.
Foi visto também achando normal a retirada dos trios no ano passado e agora trata como natural a volta deles, que jamais deveriam ter sido tirados. Tradição não se mexe, mas para o Passa Pano tudo tem explicação conveniente.
—————————————————————————————————————

CARNAVAL VOLTA ÀS ORIGENS (E AINDA BEM)
Depois da experiência “inovadora” do ano passado, com palco brotando em cada esquina e mais confusão que marchinha fora de ritmo, eis que surge uma descoberta surpreendente: os trios elétricos que sempre tivemos… continuam funcionando muito bem.
Olha só que coisa curiosa — multidão animada, música andando pela cidade, clima de festa de verdade. Quem diria que manter a tradição daria certo, né?
No fim das contas, fica a lição básica que nem precisa de fantasia pra entender: copiar o que já funcionava nunca foi feio. Feio mesmo é insistir no erro e achar que bagunça é sinônimo de novidade.
Que venham os trios, a alegria e, se possível, um pouco menos de “criatividade” do tipo que ninguém pediu.
—————————————————————————————————————

PACIENTES ESPERAM, O TEMPO PASSA E O RESPEITO NÃO CHEGA
Em Guaratuba, quem precisa de atendimento fora do domicílio já aprendeu que, antes da consulta, vem a prova de resistência. Madrugada no ponto, relógio correndo, frio batendo e a van… bem, essa às vezes aparece, às vezes atrasa, às vezes simplesmente esquece que existem pacientes esperando.
Relatos de atrasos frequentes, falta de aviso prévio e até pessoas deixadas para trás viraram quase parte do “protocolo não oficial” do transporte da saúde. Afinal, nada mais reconfortante para quem já está doente do que uma boa dose de incerteza e descaso logo cedo.
Enquanto isso, fica a dúvida que não quer calar: até quando o povo vai padecer esperando sensibilidade, organização e respeito por parte do poder público municipal? Porque paciência o cidadão até tem… o que está faltando mesmo é consideração.
————————————————————————————————————

CARNAVAL É BRINCADEIRA, RESPEITO E ALEGRIA, NÃO É NÃO
Na época de folia alguns esquecem o básico, perdem o respeito, a dignidade e até o compromisso com a própria família. Não confunda simpatia com liberdade para passar do limite. Depois não adianta dizer que foi empolgação do momento, porque o confete passa e a consequência fica. Caso contrário, você pode virar notícia e até caso de polícia. Poucos entenderão.
—————————————————————————————————————

ENQUANTO A FESTA É SÓ PARA OS “FILÉ MIGNON”, O POVO FICA NA CONTA
Na avenida, a música toca, a luz brilha e a turma do camarote dá risada como se tudo estivesse perfeito. Do outro lado, os vendedores ambulantes que desembolsaram uma pequena fortuna para trabalhar assistem de longe, fazendo conta para ver se pelo menos conseguem recuperar o que pagaram.
No carnaval da vida real, tem gente curtindo sem preocupação… e tem gente pagando a festa. E pelo jeito, para a turma do “filé mignon”, está tudo certo assim.
————————————————————————————————————
